Sem flores

 

Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor!

Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor!

Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor!

Nabu-codo-nosor!

 

Havia amanhecido com a boca amarga

A tal ponto de protelar um dos momentos que mais amava

Permitiu-se dedicar ao preparo do suco de mangaba

Ele exige tempo, paciência e calma

 

O estômago gritava, e o amargo da boca a inquietava

 

No passar do dia, a dor em seu corpo a preocupava

Parecia-lhe que uma surra secular havia despertado em sua carne,

Em seus ossos, em seu sangue, em seus pensamentos

 

Este atravessar tem sido marcado entre as pausas dos preparos dos alimentos

Vai saber se é da matéria, aquela que enxerga um pedaço da carne no espelho

Em seu íntimo, um forte desejo latente por azeite de dendê, quiabo e abóbora!

O Orí parece alertar do que não está nutrido

 

Quarta-feira! Neste lado do Atlântico, no lado de cá destas águas,

O silêncio é só das palavras que não saem pela boca...  

 

Na cabeça um batalhão de vozes gritavam:

Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor!

Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor!

Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor!

Nabu-codo-nosor!

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