Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor!
Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor!
Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor!
Nabu-codo-nosor!
Havia amanhecido com a boca amarga
A tal ponto de protelar um dos momentos que mais amava
Permitiu-se dedicar ao preparo do suco de mangaba
Ele exige tempo, paciência e calma
O estômago gritava, e o amargo da boca a inquietava
No passar do dia, a dor em seu corpo a preocupava
Parecia-lhe que uma surra secular havia despertado em sua
carne,
Em seus ossos, em seu sangue, em seus pensamentos
Este atravessar tem sido marcado entre as pausas dos preparos dos alimentos
Vai saber se é da matéria, aquela que enxerga um pedaço da
carne no espelho
Em seu íntimo, um forte desejo latente por azeite de dendê, quiabo
e abóbora!
O Orí parece
alertar do que não está nutrido
Quarta-feira! Neste lado do Atlântico, no lado de cá destas
águas,
O silêncio é só das palavras que não saem pela boca...
Na cabeça um batalhão de vozes gritavam:
Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor!
Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor!
Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor! Nabu-codo-nosor!
Nabu-codo-nosor!
2 comentários
Parabéns por este trabalho Aduni!!!
ResponderExcluirObrigada, Manú! Aí vamos, moça.
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