Prece-Omi oo

Desaprisionar as dores

Desaguar as mágoas

Desafogar o peito

Transbordar a inundação que afoga adentro

 

Grande Mãe em toda forma és

Dos mares salgados que recordam as feridas resguardas

Tuas ondas a tocam e fazem lembrar:

O que não tá curado, ao se encontrar com ela, logo arde e faz lembrar:

O caminho da memória que ainda viva está em algum lugar!

 

Omi oo

Tuas curvas belas serpenteiam caminhos

Ora vagarosa e doce,

Ora ligeira e potente de burburinhos

No raso e no profundo sempre afluindo caminhos

 

Paradeiro é ilusão de olhos que veem estático

Por não enxergar seu turbilhão

Evoco pra sempre lembrar: que a água não para

Assim como prossegue o tempo no seu constante caminhar

 

E como dizia Mãe Dionísia:

“Iemanjá que lhe bafeje, minha filha”!

Grandiosa Iya esteja sempre a nos bafejar  

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