Aberta a porta das feridas, a eleição começa pela latência pulsante no tempo de agora. O convite ofertado pelos desafetos também chegam aos fetos paridos e aos fetos abortados. Todos afetados nas lacunas e colunas onde há afetos habitualmente habitados. Dores gestadas na linhagem dos úteros delas entoam os sentires entre nós e ecoam súplicas por caminhos sanfonados sem harmonia dançante e ritmadas por notas de emoções. Os te amo entoados, desesperadamente, soam como pedidos de perdão camuflado. É a tônica do verbo em ação. Das ventanias que preenchem todos os espaços de uma existência múltipla o sinônimo de alegria. Das tormentas uma constância desesperada por brechas de saída. Atraída pelo contraste aterrado por ímãs de energias. Sirenes rasgam a doçura do canto dos pássaros e o latido dos cães combinam com a cor desse céu vestido de amanhecer nublado. Por sorte ou não, os anjos dos desesperos não disseram Amém! Mas, em algum quintal muito próximo, um galo cocorocô insistentemente: Amem!
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