Sentou. Havia recolhido a bandeja que a anos servia a tantas que a procuravam. Problemas! Quase sempre motivo da busca. Anos a fio observando, circulando e escutando. Fosse aqui ou acolá, não importava onde estava. Em pé naquele ônibus lotado, aquela desconhecida se apresentava, e logo lhe contava das suas amarguras atravessadas. Em uma noite (aquela noite), em meio a tantas, logo ali na frente do bar. Nem se quer foi possível entrar. A jovem numa confiança, que de algum lado vinha, botou a falar! Ultrapassou a terceira geração anterior, pincelou as cores da mestiçagem que a precedia. Ousou a falar: minha mãe tem uma cor assim como a sua. 'Salva pelo gongo'! Uma outra mocinha a tirou. Sentou. Desta vez, com os próprios pensamentos. Pois, a cada escuta uma dedicação, tempo, energia, cabeça e coração. Recolheu. Bandeja guardou. Agora a escuta descansou. Cotovelos apoiados pelas próprias coxas e as maõs amparando as bochechas. Agora sentada observa a bandeja que guardou.
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