Aparência é a formosura em pessoa!
De um brilho estonteante, holofote poderia ser seu sobrenome.
Dizem que atravessam séculos as histórias sobre as pessoas que recebem esse nome e fazem acontecer!
Também é sabido, que no recôndito d'alma desses batismos, há um campo fora da visão.
Um buraco apertado de entrar, amplo em existência e grande demais para em um único canto se encolher com a solidão!
Espremida nesse canto, resguardada dentro de si.
Palavra calada, choro entupido, joelho no peito e mãos nos cambitos!
Desengano, sempre a espreita, observa tudo! Tudo ver!
Tudo que desapercebido passa nas vistas alheias, se iludem só com o brilho e nada além ver!
Desengano aperta o olho esquerdo e garante que o aumento da vista do direito é direito, por direito e de direito! E certeiramente ver!
Desengano não se engana!
Sempre que pode, convida Aparência, esteja ela vestida, esteja ela escondida.
Desengano oferta a mão esquerda e abraça pela direita!
E quando a música do céu noturno começa a sonar seu elo com o mar,
direita e esquerda não há!
Tudo é circular, ar, há!
Há ar a bailar, cir-cu-lar!
Há!
2 comentários
Desengano só pegando a visão antes da ciranda rs
ResponderExcluirNem participa, só observa! rs. Né, não, Dan?
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