Amor se sente
e o desamor
não é diferente
uma longa estrada de nãos
uma busca incessante de sins
a pluralidade das tentativas
a raiva contida
o choro engasgado
única certeza:
uma hora tudo finda
A canção ao nascer do dia,
chamava por dentro:
“Sopra o vento, Mãe!
Vendaval de axé!
O tempo que tange o movimento, Oyá.
Iansã, Epahey!”
Antes do sol cravar,
o lilás-alaranjado anuncia a chegada do anoitecer,
meu coração pede o doború de Obaluaê!
Atotô! Atotô!
Da primeira vez - lá no Paraná - foi o moço do mercado que perguntou:
- “Eles comem como?”
Me apoiei, era preciso, na esteira do caixa de mercado
e l e n t a m e n t e respirei.
Em seguida,
pau-sa-da-men-te respondi:
- “Não sei! Eu gosto com um poquinho de azeite de oliva, alho, sal, cebola,
pimentão, tomate e coentro. Fica uma delícia! Eu gosto!”
Agora - nas bandas de cá – simplesmente falo “eles”!
Ela
mas tinha luz
tão bonita
Com a corda no pescoço